sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Dois
Quanto mais sinto raiva mais o vazio que me consome cresce acima de mim. Minhas veias saltam, meu sangue é bombeado com mais velocidade, todo meu corpo deixa de seguir regras cotidianas e se entregam ao sentimento não-sentimento.
Me perco em minhas dualidades, e minhas dualidades se perdem nelas mesmas. É difícil se mostrar como ser único, colocar em fragilidade seus pontos fracos e demonstrar afeto ao outro quando nada disso é recíproco.
A raiva acelera a dualidade, ambos seres dentro de mim brigam entre si sobre o controle, espero não me sentir único enquanto sempre estiver duplo. O que me contempla é o vazio, novamente acima de mim, tão grande quanto minha dualidade.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
GRiToS
Parado em frente a tela do computador me pergunto o que pode ser mais libertador do que escrever? As palavras fluem como um rio que corre pro mar, é o sentido natural da vida, escrever ajuda a colocar palavras, socos no estômago, borboletas na cabeça, todos esses sentimentos estranhamente familiares pra fora.
Duas frases podem ser tão poderosas quanto um GRiTo. Aquele grito que começa forte usando todo o fôlego de nossa alma e vai se esvaindo no vazio existencial do universo.
As
palavras
não
se
vão.
Após escrever, os socos no estômago sessam, as borboletas na cabeça param de voar e a premissa se torna verdadeira: palavras não te traem. Estão sempre com você esperando para usá-las da forma que sua mente e coração desejam colocar pra fora.
Em meio a espaços esvaziados, sentimentos que estão de mudança pra longe de mim, medidas desesperadas e escassez de paciência escrevo GRiToS, frases cheias deles, daqueles que te sugam, te consomem e te cansam.
E em meio aos últimos fôlegos venho gritar essa frase que ficará eternamente marcada pra mim: Os gritos se vão, as palavras sempre ficam e o efeito é o mesmo.
Duas frases podem ser tão poderosas quanto um GRiTo. Aquele grito que começa forte usando todo o fôlego de nossa alma e vai se esvaindo no vazio existencial do universo.
As
palavras
não
se
vão.
Após escrever, os socos no estômago sessam, as borboletas na cabeça param de voar e a premissa se torna verdadeira: palavras não te traem. Estão sempre com você esperando para usá-las da forma que sua mente e coração desejam colocar pra fora.
Em meio a espaços esvaziados, sentimentos que estão de mudança pra longe de mim, medidas desesperadas e escassez de paciência escrevo GRiToS, frases cheias deles, daqueles que te sugam, te consomem e te cansam.
E em meio aos últimos fôlegos venho gritar essa frase que ficará eternamente marcada pra mim: Os gritos se vão, as palavras sempre ficam e o efeito é o mesmo.
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